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| Gordura Trans: quanto menos melhor. | |||||||||||||||||||||||||||
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Dra.
Andrea Dario Frias Criada para dar mais sabor, melhorar a consistência e prolongar o prazo de validade de alguns alimentos, a gordura trans é o mais novo inimigo da nossa saúde, principalmente das crianças que não resistem a pipoca de microondas, salgadinhos de pacotes, donuts, biscoitos , bolachas, sorvetes e itens de fast foods como batata frita, nuggets e tortinhas doces. A gordura trans é um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural ou industrial, como no caso da hidrogenação provocada pelo aquecimento de óleos vegetais líquidos, para solidificação em margarinas e gorduras para confeitaria (gordura vegetal hidrogenada). Pesquisas recentes mostram que esse tipo de gordura provoca efeitos mais prejudiciais ao nosso organismo do o que o próprio colesterol e as gorduras animais saturadas. Tanto que a Anvisa, a partir de 2006, não mais obrigará a declaração do colesterol na rotulagem dos alimentos, mas estabelece como nova regra a declaração da gordura trans. Vale lembrar que este componente alimentar não tem VD (valor diário de referência), o que significa que quanto menos consumi-lo, melhor para nossa saúde. Dentre os males que esse tipo de gordura pode causar, estão as doenças cardiovasculares, uma vez que o seu consumo contribui para aumentar os níveis de LDL colesterol (colesterol ruim), e diminuir os níveis de HDL colesterol (colesterol bom). Os estudos mostram também que a gordura trans causa um aumento dos hormônios pró-inflamatórios do corpo (prostaglandina E2) e inibição dos tipos anti-inflamatórios (prostaglandinas E1 e E3). Isto faz com que o organismo fique mais vulnerável a condições inflamatórias. Além disso, a presença de gorduras trans na membrana celular enfraquece sua estrutura e sua função protetora, permitindo com que microorganismos patogênicos e substâncias químicas tóxicas penetrem na célula com mais facilidade, enfraquecendo o sistema imunológico. A Organização Mundial da Saúde - OMS estabelece que a ingestão diária máxima de gordura trans não deve ser superior a 1% das calorias diárias ingeridas. Numa dieta de 2.000 calorias, por exemplo, isso equivale a 2,2g de gordura trans. No Brasil, o consumo médio desse tipo de gordura chega a 3% do total calórico diário (6,6g de gordura trans), o equivalente a 1 porção grande de batata frita de fast food ou 4 biscoitos recheados de chocolate. Conheça, a seguir, os principais alimentos que podem conter gordura trans em sua composição:
Fonte: Organização
Mundial de Saúde Para saber mais sobre esse assunto, acesse informações do Ministério da Saúde no site: http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?secao=28 (escolha o assunto "gordura trans").
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