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RESUMO: A deficiência de ferro causa neurotransmissão dopaminérgica anormal e pode contribuir para o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). OBJETIVO: Avaliar a deficiência de ferro em crianças com TDAH versus um grupo controle sem o transtorno. Foram selecionadas crianças do Departamento de Psicopatologia do Hospital Europeu Pediátrico de Paris, França. PACIENTES: 53 crianças com TDAH com idade entre 4-14 anos (média 9,2 ± 2,2 anos) e 27 crianças controle (média 9,5 ± 2,8 anos). PARÂMETROS AVALIADOS: níveis de ferritina sérica estimaram o estoque de ferro e a escala de Conners avaliou a severidade dos sintomas do TDAH. RESULTADOS: Os níveis médios de ferritina sérica foram menores em crianças com TDAH (média 23 ± 13ng/mL) do que nos controles (média 44 ± 22 ng/mL; P < 0.001). Os níveis de ferritina sérica foram anormais (<30 ng/mL) em 84% das crianças com TDAH e 18% nos controles (P < 0.001). Além disso, os baixos níveis de ferritina sérica foram correlacionados com os sintomas mais severos de TDAH medidos através da escala de Conners (coeficiente de correlação de Pearson, r = -0.34; P < 0.02) e déficits cognitivos maiores (r = -0.38; P < 0.01). CONCLUSÕES: Estes resultados sugerem que um baixo estoque de ferro contribui para o TDAH e que crianças com o transtorno podem se beneficiar com a suplementação desse mineral. |
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