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Mecanismos de modulação de nutrientes da resposta imune

Cunningham-Rundles S, MacNeeley DF, Moon A. J
Allergy Clin Immunol. V.115, n.6, p. 1119-28, 2005

A deficiência de macronutriuentes e micronutrientes, especialmente zinco, selênio, ferro e vitaminas antioxidantes pode causar em crianças, deficiência imune clinicamente significante e infecções. Uma má nutrição em períodos críticos da gestação, da maturação neonatal e desmame, prejudica o desenvolvimento e diferenciação de um sistema imune normal. As infecções são consideradas o mais freqüente e o principal problema crônico na criança mal alimentada. Identificação recente dos mecanismos genéticos revela caminhos críticos na resposta imune gastrointestinal. Novos estudos mostram que o desenvolvimento da resistência, controle da inflamação e resposta para uma flora normal estão relacionados e ligados a mecanismos imunes específicos. Os nutrientes agem como antioxidantes e como cofatores à nível da regulação de citocinas. Má nutrição protéico-calórica e deficiência de zinco ativa o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. Níveis circulantes aumentados de glucocorticóides causam atrofia do timo e afeta a hematopoiese. Desnutrição crônica e deficiência de micronutrientes compromete a resposta de citocinas e afeta a circulação de células imunes. A combinação de uma má nutrição e infecção promove a debilidade da resposta imune, levando a populações de células imunes alteradas e um aumento generalizado de mediadores inflamatórios. A obesidade causada pelo excesso de nutrição ou por um armazenamento excessivo de gorduras é uma forma de má nutrição que cresce assustadoramente entre as crianças. A leptina aparece como um regulador imune citocina-like com efeitos complexos tanto na supernutrição como na resposta inflamatória provocada pela má-nutrição. Como o sistema imune é imaturo no recém-nascido, a má-nutrição em crianças pode ter efeitos a longo prazo sobre sua saúde.

Resumo original

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